Ventilador ligado a noite toda: quanto isso pesa no bolso?
Com temperaturas ultrapassando os 30 graus já em maio, ondas de calor cada vez mais precoces têm se tornado uma realidade. E nessas horas, o ventilador vira um dos maiores aliados de quem busca um pouco de alívio dentro de casa.
Quase metade dos lares já conta com esse aparelho. Quem ainda não tem pode encontrar modelos a partir de cerca de trinta euros. Mas além do custo de compra, existe outro fator que merece atenção: o impacto do ventilador na conta de energia elétrica.
O que determina o consumo do seu ventilador
Na hora de escolher um ventilador, alguns dados ajudam a estimar o consumo elétrico. É preciso considerar o tipo do aparelho — de coluna, de teto, sem pás, de mesa — além da sua potência em watts e da eficiência energética, indicada por letras que vão de A+ (mais econômico) até G.
São justamente essas informações que definem quanto o equipamento vai consumir de eletricidade. A potência média desse tipo de aparelho, dependendo do modelo, oscila entre 50 e 200 watts, segundo diferentes fornecedoras de energia.
A fórmula para calcular o gasto
Falta apenas mais um dado para fechar a conta: o preço do quilowatt-hora (kWh) do seu contrato de energia. Esse valor varia bastante de acordo com o plano contratado e o horário de uso.
O cálculo em si é simples. Basta seguir este raciocínio:
- Multiplique o número de horas de uso pela potência do aparelho em watts
- Divida o resultado por 1.000 para converter em kWh
- Multiplique o valor obtido pelo preço do kWh do seu contrato
Exemplo prático: um ventilador de coluna com potência de 50W, usado por 12 horas por dia:
(50 x 12) / 1.000 = 0,6 kWh por dia
Considerando uma tarifa de 0,1940 €/kWh na opção base do tarifa regulamentada:
0,6 kWh x 0,1940 = 0,1164 euros por dia
Usando o ventilador 12 horas por dia durante um mês inteiro: 0,1164 x 31 = 3,60 euros por mês.
Quanto custa usar o ventilador o mês todo?
Segundo a Ademe — Agência de Transição Ecológica francesa —, a diferença de custo entre os diferentes contratos de energia é considerada “mínima”. No limite, o gasto mensal com o ventilador ligado todas as noites não ultrapassa 5 euros. Para os meses de julho e agosto juntos, a média fica em torno de 10 euros no total, independentemente do modelo utilizado.
“Trata-se de uma quantia módica que permite melhorar muito o conforto e dar ao corpo a sensação de uma queda de temperatura de três graus”, explica Florence Clément, porta-voz da Ademe.
Já um ar-condicionado consome, em média, 20 vezes mais energia do que um ventilador. O custo também é bem maior: entre 4 e 10 euros por dia em uso contínuo.
Abrir as janelas também faz diferença
A Ademe recomenda combinar o uso do ventilador com a abertura das janelas durante a noite. Fazer circular o ar fresco ajuda a resfriar paredes, tetos e pisos que acumularam calor ao longo do dia — algo que o ventilador sozinho não consegue fazer.
“Os imóveis mais fáceis de arejar são aqueles que se abrem em duas fachadas opostas. Se a sua casa tem vários andares, abra as janelas embaixo e em cima. Isso favorece a saída do ar quente pelo efeito chaminé”, orienta a Ademe.
Com um custo mensal baixo e a capacidade de proporcionar uma sensação de frescor de até 3 graus a menos, o ventilador se confirma como uma das soluções mais acessíveis e eficientes para enfrentar as noites quentes do verão.



